Juiz não aparece e adia liberdade a presos condenados injustamente
Há cinco anos, dois médicos foram presos após serem acusados de assassinatos e estupros em série no Pará e Maranhão. Contudo, mesmo com provas de que eles são inocentes, eles não foram liberados pela Justiça, porque o juiz relator do caso não apareceu. Césio Brandão e Anísio Ferreira foram condenados a 56 anos de prisão após 41 meninos entre 5 e 14 anos serem mortos e emasculados (terem seus órgãos sexuais retirados). O fato dos médicos serem espíritas foi decisivo para formar a convicção do Júri. Contudo, em dezembro de 2003, quando já estavam detidos, outra criança desapareceu. Um suspeito, Francisco Chagas, foi identificado e confessou os crimes. A sessão de revisão criminal estava marcada para esta segunda-feira (17), na 3ª Vara do Júri de Belém do Pará, mas o juiz alegou que tinha outro compromisso e não compareceu. A sessão foi remarcada para a próxima segunda (24). Informações da Agência Estado.