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Pleno da OAB-MS termina em pancadaria por causa de contrato de presidente com prefeitura

Pleno da OAB-MS termina em pancadaria por causa de contrato de presidente com prefeitura
Júlio Cesar, presidente da OAB-MS, firmou contrato sem licitação com prefeitura
Os debates do Conselho Pleno das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) são sempre acalorados, mas na unidade do Mato Grosso do Sul, a sessão plenária da Ordem, realizada na sexta-feira (21), terminou em confusão. O conselheiro decano Magno Couto e o ex-presidente da seccional Carmelino de Arruda Resende trocaram agressões físicas e verbais durante a votação das atas que tratavam da contratação do atual presidente da OAB-MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues, pela prefeitura de Campo Grande, sem licitação. Houve troca de socos, ponta-pés e arremesso de cadeiras durante a sessão do Conselho. O presidente da seccional solicitou, no mesmo dia, que o Conselho Federal da OAB adote as medidas necessárias para apurar os fatos. De acordo com vice-presidente da entidade, Andre Juiz Xavier Machado, o tumulto foi uma manobra para trancar a pauta da sessão. Segundo o site Migalhas, Júlio Cesar foi contratado para realizar um serviço tributário, sobre o valor de repasse do ICMS para o município, sem ter qualificação específica. A contratação foi suspensa no final de janeiro pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, por entender que o serviço "poderia ser executado pela procuradoria do município". Os conselheiros da OAB no Mato Grosso ainda pedem a intervenção do Conselho Federal e a renúncia do atual presidente. Em carta aberta, os advogados afirmam que o contrato da prefeitura assegurava a Júlio Cesar "mais de R$ 3 milhões em honorários de êxito quando o Estado repassar ao município a diferença de ICMS".