Pizzolato pode permanecer preso até resposta da Itália sobre extradição
Pizzolato, em 2005; e em 5 de fevereiro de 2014, quando foi preso
O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no chamado mensalão e que foi preso na última semana na Itália, deve continuar detido até uma resposta do governo italiano sobre o pedido de extradição que o Brasil fará. Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro, estava foragido até a quarta (5), quando foi detido. Segundo a especialista em direito internacional Carmen Tiburcio, que atuou na defesa do ex-ativista italiano Cesare Battisti, geralmente os extraditandos aguardam na prisão uma resposta. No caso Battisti, o governo brasileiro entendeu que ele era um preso político e negou pedido da Itália para que o italiano cumprisse a pena por homicídio em sua terra-natal. Battisti ficou preso, mas foi libertado depois que o Brasil negou a extradição. Em relação a Pizzolato, no entanto, a situação é polêmica porque ele tem dupla cidadania e, por isso, o governo italiano pode se recusar a extraditá-lo independentemente do tipo de crime cometido. De acordo com matéria do G1, ao contrário da Constituição brasileira, que veda a extradição de brasileiro, a Constituição italiana permite o envio de italianos quando há previsão em tratados. O tratado em vigor estabelece que a cidadania é um dos motivos para rejeitar a extradição. Mas, de modo geral, há previsão legal para que Henrique Pizzolato cumpra a pena imposta no julgamento do processo do mensalão no Brasil.
