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Pai que tenta registrar filho há sete anos tem pedido negado pela Corte de Direitos Humanos

Pai que tenta registrar filho há sete anos tem pedido negado pela Corte de Direitos Humanos

A Corte Europeia de Direitos Humanos frustrou o desejo de um pai que tenta registrar seu filho biológico há sete anos. O tribunal deixou a questão para a Justiça da Letônia julgar o impasse e condenou o país por lentidão judicial. De acordo com os juízes da Corte Europeia, um processo não pode demorar anos para ser resolvido. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (28). O caso começou em 2006, quando o Ints Veiss tentou registrar o bebê. A mãe da criança rejeita os apelos do pai, e permitiu que outro homem registrasse o menino. A Letônia deverá pagar mil euros (R$3,3 mil) de indenização para o pai. Apesar de considerar que a duração de um processo não é objetivo, e que o tempo de curso depende de cada caso, os julgadores entenderam que a família não pode ficar sete anos a espera de uma resposta. O Judiciário da Letônia, agora, deve decidir se o pai ainda tem direito de registrar o filho. Veiss morava com a mulher quando ela engravidou. Em maio de 2006, quando o bebê nasceu, o casal já estava separado. Ela deixou Veiss ter contato com o filho, mas não deixou registrá-lo. Um ano depois, a mulher proibiu o contato entre os dois, e autorizou que outro homem registrasse o menino. Veiss, desde então, briga na Justiça para reivindicar o direito de registrar o filho. Em 2011, a Suprema Corte do país determinou a realização de um exame de DNA para comprovar a paternidade. Mesmo tendo o resultado favorável, ele não conseguiu o registro em todas as instâncias. A Suprema Corte não realizou o registro, já que desde 2007 não mantinha contato com o menor e que a mudança poderia ser prejudicial à criança. Veiss afirma que o homem que registrou o menino é casado com outra mulher e não tem relações próximas à criança.