Chinês é condenado à prisão por pedir transparência ao governo
Foto: Xiao Guozhen / Reuters
Um tribunal de Pequim condenou, neste domingo (26), Xu Zhiyong a quatro anos de prisão por pedir mais transparência por parte dos dirigentes comunistas. Com um forte esquema de segurança, que não permitiu à imprensa estrangeira autorização para entrar na sala de audiência, o julgamento do advogado de 40 anos resultou em sua condenação por "concentração ilegal para perturbar a ordem pública", segundo informa a instituição em sua conta no Sina Weibo, equivalente chinês do Twitter.
Xu é Fundador do Movimento dos Novos Cidadãos, rede informal de militantes que organizava manifestações de rua, além de discussões sobre temas como sociedade civil, igualdade na educação e corrupção das elites. Durante o processo, Zhiyong permaneceu em silêncio porque não queria "participar nesta encenação teatral", segundo seu advogado, Zhang Qingfang.
O julgamento do militante, que defende uma mobilização cidadã contra a corrupção e exige a transparência sobre o patrimônio dos altos funcionários, chamou atenção de outros países. Os Estados Unidos expressaram preocupação com a condenação de Xu, e o descreveu como "um defensor público da transparência fiscal e da luta contra a corrupção oficial". O embaixador da União Europeia na China também mostrou receio com o endurecimento em relação aos defensores das liberdades.
A Anistia Internacional denunciou, na semana passada, a hipocrisia das autoridades chinesas que julgam militantes ao mesmo tempo em que falam de transparências e luta contra os subornos. Pequim respondeu reclamando que os países estrangeiros devem respeitar "a não interferências em assuntos internos da China". Informações da AFP.
