Justiça recebe denúncia contra Demóstenes e Cachoeira
A Corte Especial do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) recebeu, nesta quarta-feira (22), denúncia criminal contra o procurador de Justiça e ex-senador Demóstenes Torres. Além dele, também foram denunciados pelo Ministério Público do estado (MP-GO) o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e o ex-representante da Delta Construções Cláudio Abreu. Todos foram investigados na Operação Monte Carlo, deflagrada em 2012. Após ser adiada durante julgamento no final de novembro do ano passado, a denúncia foi recebida por unanimidade. Demóstenes deve responder por oito crimes de corrupção passiva e exercício de advocacia administrativa. Já Abreu e Cachoeira respondem por corrupção ativa. Os advogados dos denunciados criticaram a instauração do processo e afirmaram que seus clientes são inocentes. Defensor do ex-senador, Pedro Paulo de Medeiros alegou que as provas contra seu cliente foram obtidas de forma ilegal. "A defesa não se conforma com o fato do Tribunal não ter declarado a nulidade das provas e não ter reconhecido a ilegalidade das ligações interceptadas. Vamos buscar o reconhecimento dessa nulidade e, paralelo a isso, representar contra a ação no TJ", avisa. A pena prevista para o crime de corrupção passiva varia de dois a 12 anos de reclusão e multa. O MP, no entanto, pediu que as penas para cada um dos oito crimes de Torres sejam somadas, o que daria, no mínimo, 16 anos de prisão. Para o crime de advocacia administrativa, ela varia de um a três anos de detenção. Já Carlinhos Cachoeira e Cláudio Abreu poderão pegar entre dois e 12 anos de reclusão, além de multa, pelo crime de corrupção ativa. Os dois, que chegaram a ser presos em fevereiro de 2012, quando a Operação Monte Carlo foi deflagrada, foram condenados pela Justiça federal, mas recorreram das decisões e aguardam em liberdade.