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Juiz diz que atividades do BBom, ainda que liberadas, parecem ilegais

Juiz diz que atividades do BBom, ainda que liberadas, parecem ilegais
As atividades da BBom ainda parecem ser ilegais, apesar de ter sido autorizadas pela Justiça. É o que diz o juiz Marcelo Costenaro Cavali, da 6ª Vara Criminal de São Paulo, responsável pelo processo contra a empresa. De acordo com o portal IG, na avaliação do magistrado, ainda “pairam suspeitas de ilicitude” sobre as atividades da BBom. Os responsáveis pela empresa são suspeitos de operarem instituição financeira sem autorização. A empresa é um braço da Embrasystem, que atua no mercado de rastreadores de veículos. A BBom pedia investimentos iniciais de R$ 600 a R$ 3 mil, e, em seis meses, atraiu 300 mil pessoas, que visavam altos lucros com o negócio. O Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) acusa a empresa de atuar como pirâmide financeira e não marketing multinível. Em novembro do ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) liberou as atividades da empresa parcialmente. A decisão libera o bônus de venda direta, em que o associado recebia 10% sobre as assinaturas de pessoas que indicasse para a rede; e o bônus de início rápido, pela simples indicação de novos clientes. Cavali entende que o bônus é uma forma de trazer novos integrantes para os planos, até então, ilícitos. A avaliação do juiz faz parte de uma decisão para autorizar a Embrasystem a abrir uma conta bancária. O magistrado disse que os responsáveis pela empresa são livres para desenvolver um sistema de franquias "desde que não se constate, posteriormente, que, sob o disfarce dessa figura contratual, atue nos moldes de uma 'pirâmide financeira'”.