Delegados da PF pedem revisão de decisão que limita investigação de crimes eleitorais
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) defendeu, nesta quarta-feira (15), a revisão da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de limitar o poder de investigação de crimes eleitorais pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Federal (PF). A posição é a mesma do procurador Regional Eleitoral na Bahia, José Alfredo de Paula Silva, que acredita que a nova regra pode aumentar a impunidade. Silva afirmou, ainda, que o limite de investigação de crimes eleitorais é inconstitucional.
A ADPF entende que os delegados da PF devem ter liberdade e independência para apurar os crimes eleitorais, sem autorização prévia do juiz eleitoral. “A criminalidade eleitoral, quando praticada, é bastante complexa, podendo haver forte vinculação aos crimes de corrupção pública. Assim, torna-se necessário uma pronta ação policial com a instauração imediata de procedimento adequado e o devido acompanhamento do Poder Judiciário e do Ministério Público”, diz a associação. Nesta terça (14), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao tribunal a alteração da resolução.