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Sem entendimento, TRT-BA marca nova audiência para negociar demissões da Semp Toshiba

Sem entendimento, TRT-BA marca nova audiência para negociar demissões da Semp Toshiba
Foto: TRT-BA

Uma nova audiência de conciliação foi marcada pelo Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) para a próxima terça-feira para tentar uma conciliação no caso dos 202 trabalhadores que perderam o emprego com o fechamento da fábrica da Semp Toshiba, que funcionava no bairro de Águas Claras, em Salvador. Nesta quarta-feira (8), a audiência conduzida pelo presidente da Corte, desembargador Valtércio Oliveira, terminou sem consenso. Porém, novas propostas foram apresentadas para que a empresa e os trabalhadores analisem nos próximos dias. A Semp Toshiba encerrou as atividades em novembro de 2013, por alegar que sofria prejuízo com a unidade local. Desde então, já foram realizadas três tentativas de negociação no Ministério Público do Trabalho (MPT). A empresa chegou a oferecer algumas garantias, mas o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos pediu mais benefícios e ajuizou o dissídio coletivo. A empresa concordou em pagar todas as rescisões nos termos da lei e da convenção coletiva da categoria, indenizar os portadores de estabilidade, como gestantes, empregados que recebem auxílio doença, ou maternidade, manter o plano de saúde por seis meses após a rescisão, e manter, enquanto for necessário, para quem recebe auxílio doença, ou estiver acidentado, e arcar com curso de capacitação pelo Senai em 'Manutenção de Placa Mãe'. A entidade sindical ainda reivindica que seja pago indenização por estabilidade aos dirigentes sindicais e membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), plano de saúde por 12 meses, indenização de 18 salários para todos os funcionários, e programa de recolocação em outras empresas do mesmo segmento. Na sessão desta quarta, o sindicato concordou com a proposta de reduzir para 12 meses o pagamento de salários. Houve a proposta para fixar a indenização em dois meses, por não haver previsão legal para o pagamento da verba. A empresa ainda disse que para arcar com esses salários, teria que reduzir a manutenção do plano de saúde para quatro meses.