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Juíza nega primeira ação da Lusa, mas torcedores já preparam segunda leva

Juíza nega primeira ação da Lusa, mas torcedores já preparam segunda leva
Torcedores contestam decisão do STDJ | Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press
A primeira ação movida na Justiça Comum para tentar reverter o rebaixamento da Portuguesa à Série B foi negada pela juíza Priscila Buso Faccinetto, da 40ª Vara Cível de São Paulo. A ação tenta culpar a CBF pela escalação irregular do meia Heverton, que fez com que o time paulista perdesse quatro pontos. "O autor, na qualidade de torcedor, e não sendo representante efetivo e regular do citado clube, pessoalmente não possui legitimidade para discussão desta matéria em juízo", afirmou Faccinetto. Contudo, um grupo de torcedores da Lusa pretende entrar, a partir de segunda-feira (13), com uma leva de ações na Justiça contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O advogado Daniel Neves (38), vai entrar com uma ação popular baseado no artigo quarto, parágrafo segundo do Estatuto do Torcedor, que considera o futebol como patrimônio cultural do Brasil. "Coloco na Internet e muitas outras virão, de todas as partes. A CBF vai ter de cassar todas as liminares, nos locais em que elas forem conseguidas. Ela não está preparada para essa batalha", disse Neves. O advogado disse que torcedores do Flamengo também se preparam para entrar na Justiça e alerta que “o campeonato pode até começar com 20 clubes, mas será interrompido a cada liminar conseguida. Estamos muito bem preparados. Vai ser um inferno". Daniel explicou ainda que o texto que vai propor é mais complexodo que os que já estão sendo propostos pelo grupo Todos Vamos à Luta
, que ele ajudou a redigir. Segundo ele, as primeiras ações buscam proteger o torcedor de futebol e o sócio-torcedor e são julgadas pelo Juizado Especial, e as novas pedem a proteção do futebol, como patrimônio público. "Inclusive, houve um boato de que o STJD prometeu punir a Portuguesa, mesmo que as ações não tenham sido feitas pelo clube. Então, na nova ação popular que vou fazer na segunda, o STJD é citado como réu", afirma. Informações da Uol.