Supremo rompeu tradição ao decretar prisões, diz Joaquim Barbosa
Foto : Nelson Jr./SCO/STF
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, afirmou nesta quinta-feira (19) que em 2013 a Corte rompeu uma longa tradição de parlamentares que não eram presos, mas que isso não significa o fim da corrupção. Indagado se achava que as prisões serviam como um recado para a sociedade, o presidente do Supremo disse que não via "ilusão quanto a isso". "Eu acho que, em democracia, não diria que é um fato banal, mas, desde que demonstrada a violação de normas penais, não há por que se criar exceções para A, B ou C em função dos cargos que exercem. Essa é a novidade deste ano, rompimento com uma tradição longa”, disse Barbosa, que participou nesta manhã da última sessão do Supremo antes do recesso do Judiciário. O ministro informou que, até o final deste ano, deverá soltar mais algumas decisões sobre o mensalão, apesar de não detalhar quais serão. Ele ainda precisa decidir se concede prisão domiciliar definitiva para José Genoíno e se manda o ex-deputado Roberto Jefferson para a prisão na cadeia ou em casa. Informações do UOL.
