Laudo afirma que Suzane Richthofen apresenta ‘características psicóticas’; MP é contra semiaberto
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O Ministério Público (MP) de Taubaté (SP) emitiu parecer contrário ao pedido de progressão de regime feito pela defesa de Suzane von Richthofen, presa em 2002 por envolvimento na morte dos pais. O parecer, encaminhado à Justiça nesta terça-feira (17), teve como base um exame criminológico realizado por psicólogos a pedido do próprio MP e da Vara de Execuções Criminais (VEC).
O promotor Luiz Marcelo Negrini destaca, na decisão, que o exame foi conclusivo ao apontar que Suzane “é emocionalmente instável, possui tendência em agir de forma impulsiva e sem medir as consequências de seus atos”, além de “apresentar características psicóticas, vontade de burlar e desafiar a lei, imaturidade e egocentrismo”. Negrini explica que o laudo é baseado no teste de Rorschach, geralmente aplicado em detentos com maior nível intelectual ou de alta periculosidade.
O caso deve ser avaliado pelo plenário da Primeira Turma do Supremo no início do ano que vem. A defesa da condenada argumenta que Suzane está "sofrendo constrangimento ilegal" em razão da decisão tomada pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ), que em abril negou, por unanimidade, o pedido de mudança de regime.
