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Ilhéus: Justiça do Trabalho discute trabalho escravo em audiência

Ilhéus: Justiça do Trabalho discute trabalho escravo em audiência
A Justiça do Trabalho de Ilhéus, em audiência, discute nesta quinta-feira (12) a ação civil pública aberta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra três fazendeiros por manter seis pessoas em regime de trabalho escravo na Fazenda Nossa Senhora de Guadalupe, na zona rural do município de Ilhéus, sul do estado. A fiscalização da Gerência Regional do Trabalho e Emprego identificou o trabalho escravo em uma inspeção realizada no dia 20 de julho deste ano. Figuram como réu no processo o proprietário das terras, Carlos José Calasans de Fonseca Lima, e os arrendatários Elton Borges Figueiredo e Ivo Francisco de Jesus. O MPT pede que a Justiça do Trabalho que os fazendeiros sejam condenados a pagar R$ 1 milhão por danos morais coletivos à sociedade e que não haja reincidência de trabalho escravo nas terras. O MPT ainda requer indenização de R$ 20 mil a cada trabalhador, a título de reparação pelos danos morais individuais, além dos R$1.255 de verba rescisória devida a cada um. Os lavradores foram contratados por R$ 30 ao dia para trabalhar em uma roça de banana. Eles estavam instalados em uma casa antiga, com telhado quebrado, sem energia elétrica, água potável e sem banheiros. No local, ainda não havia camas, lençóis, armários, fogão, nem geladeira. As refeições eram descontadas do pagamento, não havia repouso semanal e nem equipamentos de proteção.A fiscalização interditou o alojamento e lavrou 18 autos de infração. Os trabalhadores foram resgatados e receberam as guias para o seguro-desemprego, mas o contratante se negou a pagar as verbas rescisórias dos empregados, oferecendo apenas R$100 a quatro deles.