Faltam servidores para combater a corrupção, diz procurador-geral da República
Foto: Victor Moriyama/Folhapress
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que a insuficiência no número de servidores públicos nos órgãos federais de controle tem dificultado as ações de combate à corrupção e improbidade administrativa. A declaração foi feita nesta segunda-feira (9), durante evento em comemoração ao Dia Internacional Contra a Corrupção.
Segundo dados apresentados, órgãos essenciais para o controle das contas públicas estariam com déficit de servidores. Somente na Controladoria-Geral da União (CGU), faltariam cerca de 1300 funcionários para atuar na análise de financiamento e controle.
O ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, reconheceu a defasagem e falou sobre a importância de parcerias entre os órgãos para dar mais efetividade ao combate à corrupção. "É fundamental que haja esse intercâmbio, não só de informações, mas de investigações, para que se possa fazer frente à corrupção", disse ele. Hage também sugeriu que a Justiça reduza o número de recursos nas ações judiciais que tratam de corrupção. “É preciso reduzir os recursos jurídicos, principalmente para os réus endinheirados, pois eles fazem com que uma ação dure em média 15 anos e, com isso, o crime acaba prescrevendo, o que leva à sensação de impunidade", defendeu o ministro. Informações da Agência Brasil.
