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Justiça absolve Edir Macedo de acusação de falsidade ideológica e falsificação de documentos

Justiça absolve Edir Macedo de acusação de falsidade ideológica e falsificação de documentos
O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, foi absolvido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) da acusação de falsidade ideológica e de uso de documentos falsos. Macedo foi denunciado em 2005 pelo Ministério Público Federal e pelo bispo Marcelo Nascentes Pires por falsificação de uma procuração. De acordo com a 7ª turma do TRF-4, que negou o provimento do recurso do MPF contra a decisão de primeira instância que havia absolvido o bispo, Marcelo Pires ingressou com a ação e sustentou que Macedo teria inserido informações diversas na procuração, e utilizado o documento para alterar o contrato social da TV Vale Itajaí/SC, excluindo o apelante da sociedade contra sua vontade. Em primeira instância, a Justiça Federal de Itajaí/SC, absolveu o bispo por ausência de provas. O MPF recorreu da decisão junto com Pires. A relatora do caso no TRF, juíza convocada Salise Monteiro Sanchotene, analisou que, embora haja suspeita, a condenação não pode ser embasada em presunções sobre a existência da fraude. "Não se ignora serem suspeitas a inserção de designação de empresa com denominação inexistente à época da outorga de poderes (Televisão Xanxerê Ltda., cujo nome surgiu em 1998, sendo o instrumento de mandato de 1996), a autenticação de firma do outorgante após 6 anos da confecção do documento e a concessão de amplos poderes de gestão em favor de quem assevera dedicar-se somente a questões de natureza espiritual, relacionada à Igreja da qual é fundador e principal liderança", sentenciou Salise. Entretanto, para ela, não há comprovação de que as cotas transferidas pertenciam a Marcelo Pires.