CNJ pretende criar formas de gestão participativa nos tribunais
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai propor, através de um grupo de trabalho, abertura de canais para garantir maior participação dos magistrados e servidores na gestão dos tribunais. A ideia, de acordo com o conselheiro Rubens Curado, que preside o grupo de trabalho, é democratizar a gestão do Judiciário e envolver todos os atores na discussão dos problemas e no apontamento de soluções. O grupo discute a possibilidade de realizar audiências públicas para auxiliar a Corte a definir estratégias que atendam às necessidades locais. O CNJ já recebeu mais de 3 mil sugestões por parte de juízes, advogados, servidores e membros do Ministério Público para ampliar o diálogo institucional para melhorar a estrutura da Justiça de primeiro grau, como participação das decisões orçamentárias, distribuição de recursos materiais e distribuição de servidores entre o primeiro e segundo grau de forma mais equilibrada. O conselheiro do CNJ aponta que o primeiro grau enfrenta graves problemas estruturais, como má alocação de recursos orçamentários e humanos. Com a construção de uma política permanente, Curado acredita que em média de cinco a 10 anos, seja possível ver os problemas do Judiciário sanados.
