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Procurador-geral diz que não será 'acervador da República'

Procurador-geral diz que não será 'acervador da República'
Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que não será “acervador-geral da República" e que pretende zerar o estoque de processos do Ministério Público Federal. Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira (11), Janot disse que até dezembro a entidade vai baixar uma portaria definindo prazos e regras para a tramitação dos processos que cheguem até o seu gabinete. A iniciativa tem como objetivo impedir que as ações e investigações criminais estacionem. "O MP [Ministério Público] vai se estruturar para que possa dar mais agilidade na tramitação dos feitos de responsabilidade do procurador-geral. Qual a estrutura que a gente imaginou? Criar assessorias por colegas procuradores da República, dentro de suas áreas de expertise [conhecimento], para dar agilidade com qualidade na tramitação dos feitos", explicou. O procurador acredita que as novas normas darão mais transparência ao andamento dos processos e evitarão questionamentos políticos. "Qualquer acervo gera leituras políticas que podem não ser corretas. Se eu tenho em área penal, por exemplo, questões que envolvem cidadãos brasileiros que têm prerrogativa de foro, [qual] a leitura que se faz quando eu solto um inquérito, uma denúncia, um arquivamento, para um, em uma velocidade e, para outro, não? Nós temos problemas estruturais, hoje, que justificariam essa diferença de tempo. Por isso, a meta é não ter acervo”, detalhou.