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Sondado por partidos, Viana encara cogitação de seu nome para política com 'naturalidade'

Por Cláudia Cardozo

Sondado por partidos, Viana encara cogitação de seu nome para política com 'naturalidade'
Foto: Angelino de Jesus/ OAB-BA
Após reunião do Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Bahia, nesta quinta-feira (3), o presidente da entidade, Luiz Viana, afirmou ao Bahia Notícias que encara “com muita naturalidade” a cogitação de seu nome para concorrer ao governo da Bahia em 2014, pelo PV. Além da sigla verde, o advogado também é sondado por PPS e PDT, cujo cortejo foi feito publicamente, em pronunciamento do conselheiro Eduardo Rodrigues, que é tesoureiro do partido. Durante a reunião, Rodrigues anunciou que o presidente da legenda na Bahia, Alexandre Brust, teria pedido que Viana fosse convidado para integrar a sigla. O conselheiro Israel Nunes, filiado ao PCdoB, aproveitou a oportunidade e também estendeu o convite para Viana ingressar no partido comunista.
 
Como adiantado em um artigo divulgado na noite desta quarta (2), Viana declarou que a aceitação de seu nome é “fruto do resgate da voz da OAB na sociedade civil nesta gestão” e do “trabalho exitoso que estamos fazendo há nove meses”, além de “respeitabilidade pessoal”. Ele considerou que a sondagem “demonstra uma certa expectativa, de setores da sociedade civil e dos partidos políticos, que pessoas que não têm vida partidária possam ingressar na política formal e partidária”, mas voltou a afirmar que “cada coisa tem seu tempo”. Na reunião, outros membros do Conselho Pleno elogiaram a conduta do presidente da Ordem, de afirmar publicamente que não se filiará a nenhum partido, mas lamentaram a decisão, por acreditarem que a sociedade perde com a negativa.  Ao colegiado, o presidente da seccional justificou que não seria conveniente se filiar a algum partido enquanto liderar a OAB-BA, já que poderia parecer, à sociedade e à classe dos advogados, que todos os seus atos fossem realizados em prol de votos.
 
Viana já foi candidato a deputado no começo da década de 1990, pelo PMDB, mas, em entrevista ao Bahia Notícias em dezembro do ano passado, declarou que, com a morte de seu avô, Luiz Viana Filho, sua vida política partidária teria sido enterrada. "Não tenho nenhuma pretensão política partidária, nenhuma mesmo. Eu sou de uma família de tradição política partidária, portanto eu sei exatamente o que isso significa, e já sonhei com isso quando era criança, quando meu avô estava vivo. Meu avô morreu em 1990 e com ele, ele levou, digamos, meu sonho de juventude. Hoje eu não tenho nenhuma, nenhuma mesmo. Eu quero ser só presidente da OAB, cumprir meu papel e voltar pra advocacia", afirmou na época. Em pouco mais de nove meses de gestão, os conselheiros da seccional já pedem que Viana seja candidato a reeleição da OAB. “A continuidade da gestão não precisa, necessariamente, ser comigo na presidência”, antecipou. “Isso é algo para se pensar mais adiante. O que eu estou pensando hoje é em tocar essa gestão de três anos”, despistou.