Google é suspeito de espionar usuários do Gmail
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Dois juízes federais americanos decidiram que os processos abertos contra o Google por ter monitorado ilegalmente seus usuários, com o objetivo de oferecer propagandas direcionadas, devem prosseguir. A empresa foi alvo de várias acusações que culminaram em duas ações, uma pelo recolhimento de dados dos usuários no Gmail e outra no Street View. O Google se defende das acusações e afirma que protege os dados dos seus usuários. A companhia argumenta que as leis estão presas ao passado e não acompanharam as novas tecnologias. "Foi um mês ruim para o Google. O que está em jogo é uma questão central para a privacidade digital dos consumidores agora, ou seja, até que ponto suas comunicações digitais estão protegidas contra uso por terceiros", disse Alan Butler, advogado do Electronic Privacy Information Center. O Google tem conseguido evitar grandes sanções, no entanto, o caso do Gmail pode ter maiores implicações, já que quase meio bilhão de pessoas em todo o mundo usam o serviço, e porque, caso os processos sejam classificados como ação coletiva as multas podem ser enormes. Os responsáveis pelas queixas incluem usuários voluntários do Gmail, pessoas que precisam usá-lo como parte de uma instituição educacional e não usuários do Google cujas mensagens foram recebidas por usuário. A companhia é acusada de infringir leis estaduais e federais de combate a escutas. Em sua defesa, em documento apresentado em 13 de junho, a empresa afirmou que os requerentes estavam tentando “criminalizar práticas cotidianas de negócios” e que a análise das mensagens era automatizada, sem intervenção humana. A companhia afirma que os usuários consentem quanto ao uso dessas práticas ao aceitar os termos de serviço e normas de privacidade do Google. Informações New York Times.
