Cerca de 2 mil mulheres foram agredidas no primeiro semestre de 2013 em Salvador
Os bairros de Pernambués, Brotas, Cajazeiras e Sussuarana são os que têm maior registro de violência contra a mulher em Salvador. De acordo com o Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria (Nudem), a maior parte das agressões são cometidas pelos maridos ou ex-companheiros das mulheres que denunciam os abusos. Apenas no primeiro semestre de 2013, cerca de 2,1 mil vítimas foram atendidas pelo órgão após terem sido agredidas ou sofridos ameaças. Os dados são do relatório elaborado pelo núcleo com o objetivo de traçar o perfil das mulheres que sofrem violência na cidade. O documento será apresentado à Comissão dos Direitos da Mulher, da Assembleia Legislativa da Bahia, nesta quarta-feira (28). A coordenadora do Nudem, Firmiane Venâncio, explica que quando as vítimas chegam ao órgão as defensoras avaliam de acordo com o caso qual a medida cabível. Dependendo do caso, a instituição poderá entrar com ações de medidas protetivas – medidas de urgência, em casos onde a vítima corre sério risco de ser agredida ao voltar para casa depois de fazer a denúncia. Entre elas, estão, por exemplo, obrigar que o agressor seja afastado da casa ou do local de convivência da vítima e proibi-lo de se aproximar ou manter contato com a vítima, familiares e testemunhas; obrigá-lo também à prestação de alimentos para garantir que a vítima dependente financeiramente não fique sem recursos e proibir temporariamente contratos de compra, venda ou aluguel de propriedades que sejam bens comuns. Ainda de acordo com o Nudem, em todo o Brasil o SUS gasta cerca de R$ 5 milhões com internações e tratamentos para mulheres vítimas de violência.