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Barroso diz que decisão do STF de não cassar mandato de Cassol alivia tensão entre Poderes

Barroso diz que decisão do STF de não cassar mandato de Cassol alivia tensão entre Poderes
Foto: Nelson Jr./STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou nesta sexta-feira (9) que encarregar o Congresso da cassação dos mandatos dos parlamentares condenados criminalmente pode aliviar a tensão entre os poderes. A declaração foi feita em um comentário de Barroso sobre a decisão do STF de não cassar automaticamente o mandato do senador Ivo Cassol (PR-RO). Cassol foi condenadopor fraudar licitações. "É preciso acabar com esse clima de desconfiança. Em parte, esta decisão passando de volta ao Congresso essa competência é uma forma de desanuviar um pouco esta tensão", disse ele no Instituto dos Advogados do Brasil. O ministro também afirmou que a Constituição deixa claro que essa atribuição é do Congresso, apesar de achar essa regra “péssima”’: "Acho que a condenação criminal, pelo menos acima de um determinado grau de gravidade do delito, deveria ter essa consequência automática. Mas a Constituição diz o contrário". O dia que a Constituição for o que os intérpretes quiserem independentemente do texto, nós vamos cair numa situação muito perigosa", disse. Contudo, Barroso negou que a decisão sobre Cassol influenciará no julgamento dos recursos dos réus do mensalão, apesar de o voto do magistrado sobre o caso ter sido interpretado como um indício de que isso aconteceria. O ministro disse ainda que nem sempre as decisões mais acertadas do ponto de vista jurídico são as que correspondem á vontade popular. "Muitas vezes a qualidade de um juiz ou tribunal não poderá ser auferida numa pesquisa de opinião pública". Ele defendeu o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão: "Quando ele conduziu a ferro e fogo a Lei da Ficha Limpa com sucesso, a sociedade o aplaudia por onde ele passava. Quando ele, na AP 470, votou da maneira que ele achava certo, e não correspondia ao clamor público, ele não podia nem sair na rua porque era achincalhado". Informações da Folha.