Vitória da Conquista: Cafeicultor é condenado por manter trabalhadores em regime de escravidão
A Justiça Federal condenou o cafeicultor Paulo Roberto Bastos Viana a quatro anos de prisão por manter 28 trabalhadores em condições análogas a de escravidão na fazenda de sua propriedade em Barra do Choça, sudoeste do estado. A ação contra o fazendeiro foi aberta pelo Ministério Público Federal (MPF) em Vitória da Conquista. Os trabalhadores cumpriam jornadas extenuantes de até dez horas de trabalho, viviam em alojamentos insalubres, não tinham carteira de trabalho assinada e nem equipamentos e proteção individual. De acordo com os auditores fiscais, que resgataram os empregados, no local não havia água potável, condições sanitárias adequadas e local adequado para o preparo de alimentos. Os empregados dormiam em papelões, cozinhavam no chão e a comida e os objetos pessoais ficavam no chão expostos a insetos e roedores. Contudo, a pena de reclusão a que Viana foi condenado foi substituída pela Justiça por prestação de serviço comunitário durante período equivalente. O cafeicultor também pagará uma multa no valor de30 salários mínimos. Viana recorreu da sentença.