Villa-Lobos e Bonfá perdem direito de usar marca Legião Urbana
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A liminar que dava aos ex-integrantes da banda Legião Urbana, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, o direito de utilizar a marca com o nome do grupo foi cassada pela Justiça carioca nesta quinta-feira (1º). Os músicos afirmam que entraram na Justiça porque a família de Renato Russo não permite que eles utilizem o nome da banda. A autorização para usar a marca foi dada pelo juiz Fernando Cesar Ferreira Vianna, em caráter liminar em julho e foi suspensa pelo desembargador Milton Fernandes de Souza, da 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. De acordo com a determinação, os músicos poderiam fazer shows que falassem sobre a banda. Os dois alegaram estarem sofrendo perdas financeiras por não poderem participar desses eventos. "Era esperada uma defesa deles, a natureza é assim: quando o escorpião se vê acuado, ele se mata com o próprio veneno", disse o baterista Marcelo Bonfá à Folha. A empresa Legião Urbana Produções Artísticas foi criada em 1987 para proteger os direitos autorais dos membros do grupo. À época a banda chegou entrar com o pedido de registro da marca Legião Urbana no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual. Contudo, os direitos só foram obtidos quando Dado e Bonfá já haviam saído. "Eles podem se apresentar como ex-integrantes, mas não podem usar a marca. Quem foi o fundador da Legião Urbana foi o Renato Russo. Quando foi constituída a empresa, em 1987, Dado e Bonfá tinham apenas 2%, cada um, do capital. Logo depois, deixaram a empresa. Agora eles se acham no direito de copropriedade 27 anos depois?”, disse Sérgio Nery Maia, advogado da Legião Urbana Produções Artísticas.
