Funcionária demitida por ser 'muito atraente' consegue nova audiência nos EUA
A Suprema Corte de Iowa, Centro-Oeste dos Estados Unidos, reconsiderou decisão em que não considerou ilegal a demissão de uma auxiliar de dentista que foi dispensada porque o chefe a considerava muito atraente. A decisão, de dezembro de 2012, foi unânime. No entanto, após recurso interposto pela ex-assistente a Corte decidiu realizar uma nova audiência. O dentista James Knight explicou na primeira audiência que sua auxiliar Melissa Nelson era muito competente, mas poderia prejudicar seu casamento porque ela era atraente demais. Knight afirma que nunca a assediou, mas estava a ponto de fazer isso já que ter ela no consultório era como “ter uma Lamborghini na garagem e nunca dirigi-la”. Patrão e funcionária trocavam mensagens ocasionalmente sobre questões de família e filhos, mas, um dia o dentista perguntou a Melissa por SMS com que frequência ela tinha orgasmos. A assistente não respondeu. A esposa de Knight viu a mensagem e depois de consultarem o pastor da igreja que frequentam o casal decidiu demitir a empregada. Melissa alegou discriminação sexual em sua demissão e afirmou nunca ter se sentido atraída pelo chefe. No entanto, os ministros da Suprema Corte – todos homens – não consideraram a dispensa ilegal. Como o dentista colocou outra mulher para trabalhar no lugar de Melissa os ministros afirmaram que a atitude não teve cunho discriminatório. Segundo a imprensa local, a reconsideração é uma atitude raríssima por parte do tribunal e teria sido motivada pela repercussão negativa que o caso teve junto a opinião pública.
