Justiça condena empresas baianas por revista íntima abusiva
A distribuidora de medicamentos Profarma e o posto de gasolina Felici foram condenados pela Justiça baiana por praticar revista íntima abusiva. As empresas foram obrigadas a pagar danos morais coletivos e a acabar com as irregularidades. A ação foi aberta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia. O posto de gasolina pagará R$ 30 mil que irá para o Fundo da Infância e Adolescência de Salvador, já no caso da Profarma, que também desembolsará o mesmo valor, a quantia será revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Durante o processo as empresas alegaram que já tinham deixado de submeter seus funcionários a revistas íntimas, o que não as eximiu da responsabilidade. No entendimento da Justiça a revista íntima é uma prática ilegal que fere a dignidade do trabalhador. A relação de emprego prevê confiança entre as partes. Todo empregado tem o direito de se recusar a ser revistado quando entender que está passando por constrangimento.