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Índios tem 24 horas para deixar canteiro de obras da Usina Belo Monte

Índios tem 24 horas para deixar canteiro de obras da Usina Belo Monte
Funai deve providenciar saída pacífica dos índios | Foto: Agência Brasil
A Justiça Federal de Altamira, no Pará, determinou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) tem 24 horas para providenciar a saída pacífica e voluntária do grupo de índios munduruku que ocupa um dos canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará. O pedido foi feito pelo grupo Norte Energia. Os índios ocupam o canteiro desde a madrugada da última segunda-feira (27). Se os índios não deixarem o local no final do prazo, o juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Guedes autorizou um mandado de reintegração de posse para que as terras sejam devolvidas à empresa, com uso, se necessário, da força policial. O juiz destacou que a ação deverá observar “as cautelas e garantias legais e constitucionais”.

A União também foi intimada a adotar medidas necessárias para uma desocupação pacífica e voluntária sem força policial. A Polícia Federal deverá apurar a participação de não índios, como membros de organizações, e se a ocupação não se configura um crime. No início do mês, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) havia concedido uma liminar de reintegração de posso para por fim a uma ocupação de oito dias no mesmo canteiro de obras. As ocupações fazem parte de uma séria de manifestações indígenas e trabalhistas desde o início da construção da usina, em junho de 2011. Até então, a obra já foi paralisada por 92 dias, de acordo com o Consórcio Construtor Belo Monte. Os índios pleiteam a suspensão de todos os empreendimentos hidrelétricos na Amazônia até que a consulta prévia aos povos indígenas seja regulamentada, como previsto na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).