MPF quer suspender reintegração de posse de sítio de Belo Monte
Índios ocupam sítio de Belo Monte em protesto
O Ministério Público Federal no Pará pretende requerer na Justiça Federal a suspensão da ordem de reintegração de posse concedida à empresa Norte Energia contra os manifestantes - entre indígenas e ribeirinhos - que estão instalados no sítio Belo Monte, na cidade de Vitória do Xingu, centro-oeste do Pará, desde o dia 2 de maio. Os procuradores alegam que o protesto é pacífico e que as negociações com os indígenas que não querem que a usina seja construída no rio Xingu ainda estão acontecendo. A desembargadora Selene Almeida, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) expediu a ordem após as 22h, desta quarta-feira (8). De acordo com o MPF, a determinação surpreendeu os indígenas, a própria instituição e a Fundação Nacional do Índio, já que ainda nesta quarta representantes do governo negociavam com os manifestantes. Ainda segundo o órgão, a decisão da desembargadora estaria baseada em um relatório feito pela polícia de Altamira, que no entanto, não está com os dados atualizados sobre o processo de negociações e contradiz outro documento elaborado pela Funai. O MPF se diz preocupado com as crianças indías que estão no local do acampamento e questiona o fato da chefe da Polícia Federal de Altamira, Anelise Wollinger Koerich, ser casada com o advogado da Norte Energia, Felipe Callegaro Pereira Pontes, autor do pedido de reintegração de posse. Informações do G1.
