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Presidente do TST tenta evitar greve dos trabalhadores portuários

Presidente do TST tenta evitar greve dos trabalhadores portuários
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Caros Alberto Reis de Paula, se reuniu com os representantes dos trabalhadores portuários, nesta terça-feira (12), para debater a Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos. Segundo os funcionários, a medida precariza as relações trabalhistas e promove uma concorrência desleal entre portos públicos e privados. "Eles dizem — e parece-me não haver dúvida a esse respeito — que a medida provisória foi editada sem que os trabalhadores fossem ouvidos, mesmo sendo eles que pagarão todo o preço da MP. Daí porque houve uma greve cujas consequências agora estão aqui", disse o ministro em referência a liminar expedida pela então vice-presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi, no último dia 22, que proibiu a categoria de fazer greve em todos os portos do país, sob pena de R$ 200 mil de multa. Apesar da determinação, os trabalhadores paralisaram as atividades em vários locais por algumas horas, no entanto, a paralisação foi suspensa após a assinatura de um acordo entre representantes do governo e da categoria que estabelece permissão para que os funcionários façam sugestões para o texto da medida e a suspensão de qualquer tipo de manifestação. O governo, por sua vez, não cobraria a execução da multa já aplicada, entre outras coisas. O prazo de negociação acaba na próxima sexta-feira (15). Nesta quarta-feira (13), os trabalhadores e sindicalistas farão uma reunião plenária em que avaliarão se ocorreram avanços durante a trégua acordada com o governo. Uma nova greve não está descartada, mesmo com o governo tendo adiado de 16 de maio para 16 de julho o prazo para que a MP entre em vigor.