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PEC da 'impunidade' será analisada pela Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de São Paulo

PEC da 'impunidade' será analisada pela Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa de São Paulo
PEC foi apresentada pelo deputado Campos Machado
A Assembleia Legislativa de São Paulo recebeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode reduzir os poderes de investigação do Ministério Público contra deputados estaduais, prefeitos e secretários de Estado. A proposta somente confere o poder de investigação de políticos ao procurador-geral de Justiça. A PEC quer incluir o parágrafo 3° ao artigo 94 da Constituição do Estado de São Paulo que concentra os poderes de investigação nas mãos do procurador-geral. O texto, de autoria do deputado estadual Campos Machado, líder do PTB, em São Paulo, foi subscrito por 33 parlamentares e será apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça.

A princípio, o Ministério Público não acreditava que a PEC poderia receber as 32 adesões necessárias para ser protocolada. A promotoria já chama a PEC de “emenda da impunidade”. Há duas semanas, o MP divulgou que a Presidência da Assembleia havia garantido que a proposta não se concretizaria. A Procuradoria-Geral lançou uma nota em que diz que a PEC é "inconstitucional, desnecessária, extemporânea e inconciliável com o momento vivenciado do País, de afirmação da democracia, preservação dos valores republicanos e com a construção do conceito de cidadania", e que o projeto será rejeitado.

Campos Machado sugeriu a emenda logo após a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social da Capital, que investiga improbidade, corrupção e desvios do Tesouro, pedir a 13ª Vara da Fazenda Pública, em janeiro, o fim do auxílio moradia na Assembleia. O órgão sustentou que o benefício era inconstitucional e calcula que os gastos públicos com o auxílio moradia são de R$ 2,5 milhões ao ano. A Justiça acatou o pedido em liminar, e a Casa legislativa recorreu. O parlamentar alega que o procurador-geral é a autoridade mais adequada para mover ações para manutenção da probidade e legalidade administrativa. Ele ainda diz receber queixas de abusos de promotores quase todos os dias. Campos acredita que a aprovação da matéria será unânime. Informações do Estadão.