Espírito Santo: Justiça nega libertação de envolvidos em esquema de corrupção
Quatro envolvidos no esquema de corrupção investigado pela Operação Derrama, deflagrada em dezembro de 2012 pela Polícia Federal do Espírito Santo, tiveram liberdade negada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A liminar com o requerimento foi negada pelo órgão. Dessa forma, permanecem encarcerados Edson Figueiredo Magalhães, ex-prefeito de Guarapari; Alcino Cardoso, ex-prefeito de Itapemirim; Ademar Coutinho Devens, ex-prefeito de Aracruz, e Lidiel Silva Scherrer, ex-secretário da Fazenda de Aracruz. A operação foi acionada depois que o Tribunal de Contas do Espírito Santo (TC-ES) relatou a existência de redes de corrupção em municípios do estado. Todos os suspeitos são acusados de desvio de recursos e tiveram prisão preventiva decretada pelo STJ. A defesa dos acusados alega que eles não apresentam mais riscos já que não possuem mais vínculo com a gestão municipal. Para a desembargadora Marilza Maynard, responsável pela decisão, os investigados mantêm relação com a administração desses municípios. "Não se pode ignorar que os representados são pessoas com íntima relação e influência no âmbito da máquina administrativa de seus municípios". O esquema era relacionado ao pagamento de impostos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Espírito Santo, o TC-ES levantou documentos que indicavam ações ilegais na contratação da empresa CMS Assessoria e Consultoria Ltda, que oferecia serviços de recuperação de tributos municipais. Do total do valor pago pelo contribuinte 40,97% eram divididos entre a CMS e os fiscais da prefeitura de Aracruz, no leste do Espírito santo. Uma empresa vítima do esquema foi autuada em R$ 246.103.995,50.Com informações da Folha.