Caso New Hit: Segunda testemunha começa a prestar depoimento
Por Francis Juliano (de Ruy Barbosa) / Cláudia Cardozo
Promotoria escuta policial que atendeu as vítimas | Foto: TJ-BA
O depoimento da primeira testemunha de acusação do caso New Hit terminou há pouco tempo no Fórum de Ruy Barbosa, na Chapada Diamantina baiana. A segunda testemunha, um policial militar que atendeu às vítimas, já começou a ser questionado pela Promotoria de Justiça e pelos advogados de defesa do grupo. Enquanto as testemunhas prestam esclarecimentos, a manifestação do lado de fora do fórum continua intensa. O Movimento dos Sem Terra (MST) levou cerca de 40 membros, de cidades como Boa Vista do Tupim e Itaberaba, para chamar a atenção da sociedade para crimes de estupro, que não devem ser tolerado. O MST encara como algo positivo o julgamento da New Hit para as mulheres da região. A diretora de Cultura de Boa Vista do Tupim, Iana Fraga, afirmou que o “objetivo maior é sensibilizar a Justiça e fazer com que a banda seja punida com rigor, porque, enquanto eles estão em liberdade, as meninas estão sendo assistidas pelo Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAM)”. Já a militante dos direitos das mulheres Luana Rocha, que acompanha o debate no Conselho Municipal de Mulheres de Itaberaba, município de origem das jovens, se revolta com o pouco acompanhamento do caso pela sociedade local. Ela afirma que tentou mobilizar vários veículos de comunicação do município para cobrir o fato, mas não obteve êxito. Ela disse que esperava mais das pessoas de Itaberaba na mobilização do julgamento.
