Agentes de presídio denunciado por tortura pedem licença
Segundo a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Vila Rica, norte do Mato Grosso, dos oito agentes prisionais da cadeia pública do município quatro alegaram falta de condições psicológicas para trabalhar e apresentaram atestados médicos nesta sexta-feira (15). A comissão de Direitos Humanos apontou indícios de maus tratos e tortura no presídio. A Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) admitiu o desfalque, mas anunciou remanejamento de funcionários para atender a unidade. De acordo com o presidente da OAB, Galeno Chaves da Costa, o diretor do presídio ficou sozinho na unidade durante parte da sexta-feira. Metade dos faltosos portavam atestados que recomendam afastamento de 15 dias e os outros revelaram informalmente que também conseguiriam comprovações do mesmo tipo. A comissão de Direitos Humanos da subseção elaborou um relatório que foi repassado ao Ministério Público Estadual (MPE) que levou a investigação de tortura e maus tratos. Durante o cumprimento do mandado, foi constatado que quatro agentes portavam armas de fogo e munição de uso restrito, crimes pelo quais eles foram presos e indiciados pela Polícia Civil. O diretor, que não quis se identificar, afirmou que os quatro agentes que estão de licença são os que foram indiciados pela polícia. Com informações do G1.