Shell e Basf propoem indenização aos trabalhadores contaminados
Trabalhadores protestam em frente ao TST/Foto: Agência Brasil
Depois de seis anos de processo a Raizen Combustíveis, responsável pela Shell, e a Basf propuseram indenização aos trabalhadores expostos a substâncias tóxicas em audiência de conciliação realizada, nesta quinta-feira (14). As empresas se comprometeram a custear tratamento de saúde vitalício para os empregados e seus filhos, a pagar indenizações individuais no valor total de R$ 52 milhões por danos morais aos 884 contaminados e uma compensação por danos morais coletivos cujo valor ainda será determinado. A contaminação ocorreu em uma fábrica de pesticidas localizada em Paulínia, leste de São Paulo, que funcionou de 1974 à 2002. Em 2007 o Ministério Público entrou com ação contra as companhias por exporem seus funcionários a produtos altamente tóxicos por 28 anos. O processo é a maior causa trabalhista em tramitação na Justiça do Trabalho, com uma indenização por danos morais coletivos estimada em mais de R$ 1 bilhão. Para pagar os procedimentos médicos as empresas sugeriram a criação de um fundo que irá contar com R$ 50 milhões iniciais. De acordo com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, a conciliação neste caso é muito importante, porque o processo é muito complexo e sua liquidação (cálculo das quantias devidas) pode levar anos, devido ao grande número de pessoas envolvidas.
