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Boate Kiss já havia sido denunciada em 2011 por promotor de Justiça

Boate Kiss já havia sido denunciada em 2011 por promotor de Justiça
Bombeiros diziam ser impedidos de fiscalizar boate
O Ministério Público do Rio Grande do Sul já havia requisitado uma vistoria na boate Kiss, em Santa Maria, em julho de 2011, para verificar a situação sanitária e o plano de combate a incêndio. O documento foi assinado, na época, pelo promotor de Justiça João Marcos Adede y Castro, que se aposentou em dezembro do ano passado. Segundo Castro, ele recebia muitas denúncias de bombeiros que iam ao estabelecimento para realizar fiscalização e eram impedidos pelos proprietários das casas. “Eles me procuravam porque se sentiam impotentes e não conseguiam obrigar os donos a seguirem as leis. Foi o caso da denúncia dessa boate", afirma Castro. A requisição tinha como destinatário Wladimir Comassetto, que era um dos comandantes locais da Brigada Militar, responsável pelo Corpo de Bombeiros em todo o estado. O promotor ainda afirma que há uma forte resistência em Santa Maria “porque os empresários não querem gastar com segurança e não há uma pressão governamental para controlá-los". Castro disse ter recebido mais de 400 pedidos de fiscalização do comércio de Santa Maria. Nesta semana, o Corpo de Bombeiros confirmou a existência de milhares de pedidos de fiscalização para ser examinados. Até a delegacia e a Prefeitura de Santa Maria estão com os alvarás de combate a incêndios vencidos. O promotor ainda observou que todas as escolas públicas do município não têm alvará nem estrutura para evacuação em caso de incêndio, e que esta é “a regra da cidade”, já que fechar estabelecimentos “não dá voto”. Informações do UOL.