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OEA reconhece morte do jornalista Vladimir Herzog

OEA reconhece morte do jornalista Vladimir Herzog

A morte do jornalista Vladimir Herzog foi reconhecida oficialmente pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da Organização dos Estados Americanos (OEA). O órgão não aceitou os argumentos apresentados pelo governo para impedir as investigações. Com isso, o Estado brasileiro será obrigado a buscar a verdade jurídica sobre o caso. Segundo a diretora do Centro pela Justiça e pelo Direito Internacional, Viviana Krsticevic, a OEA acredita que é preciso que a interpretação sobre a Lei da Anistia seja mudada para que aconteçam investigações no âmbito criminal e que sejam estabelecidas responsabilidades pelas torturas, desaparecimentos e assassinatos cometidos durante a ditadura. Herzog foi morto em 1975 depois de ser torturado nas dependências do Destacamento de Operações de Informações — Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), do Exército, durante o ditadura militar. Viviana afirmou que o reconhecimento do caso por parte da OEA significa que não há mais empecilhos para estudar e decidir a responsabilidade do Estado sobre a morte de Herzog. Uma nova certidão de óbito de Herzog poderá ser entregue a família do jornalista na sexta-feira (25), e já foi autorizada pela Justiça.