Ex-juiz condenado por venda de sentenças quer voltar a advogar
O ex-juiz federal João Carlos da Rocha Mattos, condenado por venda de sentenças, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha no processo da Operação Anaconda, pretende voltar a exercer a advocacia. Mattos foi condenado a 24 anos de prisão e obteve redução da pena, cumpriu oito anos, e desde 2011 está em liberdade. O ex-juiz já tem clientes, mas ele não pode assinar os documentos, pois a sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ainda não foi reestabelecida. Mattos disse que vai advogar na Justiça Federal e no Supremo, “sempre na área penal, que é onde tenho grande experiência". O ex-magistrado espera, agora, o fim do recesso judiciário para pedir a prescrição da pena máxima de três anos por formação de quadrilha, que ainda não cumpriu.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda não julgou os recursos interpostos após a condenação, em 18 de dezembro de 2004. O prazo prescricional para a condenação é de oito anos. Mattos pretende reaver os imóveis, carros e ativos financeiros bloqueados pela Justiça, como o apartamento avaliado em R$ 1,5 milhão e uma casa no valor de R$ 1 milhão. A aquisição dos imóveis levou a condenação de lavagem de dinheiro. Em sua defesa, Mattos afirmou que qualquer juiz tem condição para adquirir tais bens. Mattos cumpriu cinco anos da pena em regime fechado e três em regime semiaberto. Ele passou por 12 presídios e prestou orientação jurídica sobre questões processuais a liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Revolucionário Brasileiros da Criminalidade (CRBC). Na prisão, o ex-magistrado diz que na prisão só teve problema com juiz condenado por matar e enterrar a mulher. Informações do Estadão.
