Mensalão: defesas comentam prisão imediata
Advogados de réus do mensalão afirmaram que o caso se tornará um "julgamento de exceção" se o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, decretar a prisão imediata dos condenados. Marcelo Leonardo, defensor do empresário Marcos Valério de Souza, disse que os réus ainda não podem ser presos porque, em 2009, o STF já decidiu que, em ações penais, prisões só devem ocorrer após o fim da possibilidade de apresentação de recursos pelos condenados. A prisão "transformaria, em definitivo, o julgamento da ação penal 470 [mensalão] em um julgamento de exceção", disse Leonardo. Já advogado do ex-presidente do PT nacional José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, criticou o Ministério Público e acusou o órgão de ter sido desleal ao pedir novamente ao Supremo as prisões dos réus nesta quarta-feira (19). O advogado deputado João Paulo Cunha, Alberto Toron, disse que o ministro não deve decidir a questão sozinho. "Ele [Barbosa] está correto. E é o ineditismo da situação que reforça a necessidade de o plenário do STF se manifestar", afirmou. Informações da Folha.