Presidente do conselho de procuradores afirma que é preciso 'cautela' na avaliação do depoimento de Marcos Valério
O presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais, Oswaldo Trigueiro, afirmou, nesta terça-feira (11), que é preciso “cautela” e “prudência” ao analisar a repercussão formal das declarações feitas pelo publicitário Marcos Valério ao jornal Estado de S. Paulo, que o ex-presidente Lula autorizou empréstimos bancários para pagar os deputados da base aliada no esquema do mensalão. Trigueiro disse que é importante ter conhecimento das circunstâncias em que o depoimento foi feito para saber se isso tem ou não repercussão forma. Para o presidente do conselho, a cautela é necessária para evitar que haja “manipulação do sistema de provas”. “As oportunidades foram dadas, não podemos ficar à merce do insucesso de um réu ou outro”, afirmou. Trigueiro ainda acrescentou que se “há ambiente novo de investigação, que se procedam nas investigações naturais”. De acordo com o Estadão, a declaração foi feita em setembro, quando já havia sido condenado a mais de 40 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no julgamento da Ação Penal 470, o mensalão.
