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Diretor preso em operação usou senha do MEC para fraudar dados de faculdade

O diretor afastado da Agência Nacional de Água, Paulo Rodrigues Vieira, teria utilizado senha privativa de um funcionário do Ministério da educação (MEC) para modificar dados financeiros da faculdade que pertence a sua família, a Facic. Vieira foi preso na Operação Porto Seguro. As investigações apontam que há indícios de que o ex-diretor é o dono da Facic e de outra faculdade, em Dracena (São Paulo), e que pode ter usado as instituições para negócios ilícitos.

De acordo com gravações obtidas pela Polícia Federal, Paulo Rodrigues Vieira usou a senha do servidor Márcio Alexandre Barbosa Lima, um dos indiciados pela Polícia Federal. A PF investiga se Vieira conseguiu fraudar a avaliação da Faculdade junto ao programa federal que dá bolsa de estudo para alunos.

A polícia também interceptou conversas de Paulo Vieira com Cyonil da Cunha Borges, delator do esquema que culminou na operação Porto Seguro, que até 2011 era auditor do Tribunal de Contas da União.  Borges procurou a PF no início de 2011 para devolver R$ 100 mil que disse ter recebido do Vieira em duas parcelas de 50 mil. O advogado de Cyonil disse que depois dele denunciar a quadrilha à Polícia Federal, fez mais um contato com Paulo Vieira e usou a palavra "publicação" para pedir novos pagamentos, uma forma segundo o advogado de comprovar a corrupção.


A PF também possui informações de que os irmãos Vieira fizeram mais de mil ligações para o Partido da República (PR). Muitas foram para o deputado federal Valdemar da Costa Neto, do PR, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do mensalão. O deputado Valdemar Costa Neto afirmou que mantém contato com Paulo Vieira há muitos anos e que torce para que as investigações esclareçam todo o caso. O Ministério da Educação declarou que uma comissão de sindicância vai apurar eventuais irregularidades atribuídas a dois servidores investigados. Um deles foi exonerado  e outro está sob investigação de processo administrativo. Informações do G1.