Barbosa estipula prazo para Justiça ouvir testemunhas do mensalão mineiro
Nesta semana o ministro Joaquim Barbosa fixou o prazo de 40 dias para que a justiça ouça as testemunhas do mensalão mineiro que envolve políticos do PSDB. O esquema seria de desvio de recursos públicos e financiamento ilícito da campanha eleitoral do então governador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Barbosa autoriza os juízes que devem tomar os depoimentos a "conduzirem coercitivamente as testemunhas" que faltarem às audiências. O ministro decidiu também incluir perguntas formuladas por ele aos depoentes. Entre os intimados estão o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PSDB-PE), e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSB-CE), que até 1997 integrou a legenda.
A suspeita é que o dinheiro teria saído de estatais mineiras para a SMPB, empresa controlada por marcos Valério, "sob a justificativa formal de patrocínio a três eventos esportivos". Valério é pivô de outro mensalão, o do PT, e já foi condenado pelo Supremo a mais de 40 anos de prisão.