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Parlamentares preparam relatório paralelo sobre CPMI do Cachoeira

Parlamentares preparam relatório paralelo sobre CPMI do Cachoeira
Próximo da apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT)e os deputados Rubens Bueno (PPS-PR) e Onyx Lorenzoni (DEM-RS) estão preparando um documento para ser lido como um voto separado na Comissão. O instrumento é uma espécie de alternativa ao relatório. O relatório oficial da CPMI está sendo elaborado pelo deputado Odair Cunha (PT-MG).
 
Segundo o deputado Onyx, o objetivo é “mostrar as omissões, inconsistências e proteções” do relatório final do deputado Odair Cunha. Entre as principais criticas feitas a condução da CPMI está o fato de os mais de 500 requerimentos  que pedem a quebra de sigilo bancário de empresas que teriam recebido dinheiro da Delta Construção, não terem sido votados. Também não foram analisados vários pedidos de convocação de autoridades e acareação de envolvidos. “Vamos mostrar no relatório aquilo que a CPMI se negou a investigar”, disse Onyx. O grupo também irá utilizar o documento para entrar com uma representação no Ministério Público Federal.
 
Além do indiciamento do governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB), e do ex-dono da Delta Construções Fernando Cavendish por fraude em licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha, o relatório pede a quebra de sigilo das 12 empresas que teriam recebido dinheiro da Delta e abertura de investigação contra os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e do Tocantins, Siqueira Campos (PSDB), que não foram ouvidos pela CPMI. “Essa medida é importante porque tudo indica que o relatório não vai pedir investigação sobre todos os governadores. A CPI também não teve a coragem e a ousadia de avançar sobre a Delta e sobre o que estava por trás dela”, criticou o senador Randolfe Rodrigues.
 
Randolfe adiantou ainda que outro ponto do documento solicita que a Procuradoria-Geral da República peça autorização do Supremo Tribunal Federal para abrir investigação contra os deputados citados durante as investigações da comissão. Na lista estão Carlos Aberto Leréia (PSDB), Sandes Júnior (PP-GO), Rubens Ottoni (PT-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). Todos foram alvo de representação na Corregedoria da Câmara, mas até agora Leréia foi o único que teve um parecer do órgão pela abertura de processo no Conselho de Ética da Câmara.