A dez dias da eleição da OAB-BA, coordenadores avaliam gastos de campanha e formas de prestar contas
Por Cláudia Cardozo / José Marques

Fabrício de Castro (dir) promete divulgar gastos "até os centavos" da Mais OAB ao fim de campanha

Segundo Ruy João, "é óbvio que não houve utilização da máquina" pela Ação e Ética
Na Ação e Ética, quem coordena a campanha da Ação e Ética é o advogado Ruy João Ribeiro. Segundo ele, o grupo “não sabe precisar quanto já foi gasto até então na campanha” e “não tem previsão orçamentária”. “Nós não temos nenhum planejamento econômico... nem de dizer se vamos gastar R$ 1 mil, R$ 300 mil, R$ 200 mil, R$ 1 milhão, R$ 2 milhões. Não tem nada disso. É preciso fazer um material? Liga para um escritório, liga para um advogado, pede uma ajuda aqui, faça assim, manda, monta, ajusta”, afirmou. Segundo ele, a chapa não tem recursos que não sejam advindos de outros lugares que dos próprios candidatos. “A gente tem que fazer uma campanha restritíssima, que se resume em panfletos, material gráfico, impresso”, enumerou. A divulgação da Ação e Ética, no entanto, tem vídeo e jingle de campanha que, de acordo com Ruy, foram doados por escritórios de advocacia e advogados. Em relação às acusações de que a chapa teria usado a maquina da OAB-BA, o site institucional e a revista da Caixa de Assistência dos Advogados da Bahia (Caab) para fazer campanha, Ruy diz que elas foram levadas a conhecimento da Comissão Eleitoral, que ainda não decidiu o caso. “Mas é óbvio que não houve absolutamente a utilização da máquina, e nem há. Dr. Saul Quadros, que é o presidente, é um homem integro, que pegou a OAB falida, com milhões de dividas e colocou a ordem em dia. Pagou títulos protestados, tirou a Ordem do caos que estava anteriormente. E agora, tem uma chapa que quer colocar pessoas nessa gestão que levou a Ordem ao caos”, alfinetou, ao se referir ao apoio do ex-presidente Dinalton Oliveira à Mais OAB. De acordo com Ruy, “a revista da Caab sempre foi utilizada para fins institucionais”. “A primeira entrevista foi com o presidente do instituto dos advogados da Bahia, Antonio Calmon Teixeira. Depois disso, veio vice-presidente da OAB, que é obviamente uma entrevista institucional e não se fala absolutamente nada de campanha”, garantiu.

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