OIT e SRTE lançam vídeo sobre impactos do trabalho infantil na saúde das crianças
Por Cláudia Cardozo
Foto: SRTE
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Bahia (SRTE-BA) lançou, nesta segunda-feira (22), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Bahia (OAB-BA), o vídeo “Impacto do trabalho precoce na saúde de crianças e adolescentes”, realizado em parceira com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) que aborda os malefícios físicos, psíquicos e sociais em que crianças expostas a situação de trabalho estão sujeitas. De acordo com a coordenadora do projeto Bahia Livre do Trabalho Infantil, da OIT, Maria Cláudia Falcão, em entrevista ao Bahia Notícias, a sensibilização é uma das estratégias mais eficientes para impactar a sociedade para o combate ao trabalho infantil. “Uma coisa é você dizer para as pessoas que o trabalho infantil é uma violação dos direitos humanos - que as pessoas ainda não têm muito claro o que é isso. Outra coisa é você dizer que a criança pode ter sua coluna vertebral deformada, e, com utilização de imagens, você acaba tendo um poder de convencimento muito maior”. Falcão ainda destaca que existe uma normalização do trabalho infantil e que a erradicação desta exploração passa por uma mudança cultural. “Hoje tem a normalização do trabalho infantil, ‘porque eu trabalhei a criança também pode trabalhar’, então tem todo esse contexto que vem de muito tempo e precisa ser mudado”, explica.
O DVD foi criado a partir de uma palestra do auditor fiscal do trabalho e medico Dr. Gerson Estrela. O auditor fiscal afirma que vídeo didático é importante, porque muitas pessoas consideram que é preferível uma criança estar trabalhando, do que estar nas ruas, que em sua concepção quer “suprir a falta de uma escola com o trabalho” e que isso “não se justifica”. Ele destaca que, como as crianças não têm profissionalização, acaba se submetendo a qualquer tipo de trabalho que lhes acarretam graves lesões, como trabalho em olarias e em lavouras. Estrela ainda disse que as crianças são muito mais susceptíveis a desenvolver trabalhos ocupacionais do que um adulto. “A criança não tolera o que o adulto já suporta com certa dificuldade. Se um adulto adoece, imagina uma criança que ainda não tem as defesas de um adulto. O médico ainda explica que, para se ter uma ideia dos riscos que essas crianças correm ao trabalhar é o fato de não existir equipamentos de proteção individual infantil. “Nós precisamos sensibilizar aquelas pessoas que acham que estão fazendo bem para uma criança em empregá-las e dizer que, desta forma, só sobrarão as piores formas de trabalho ou que elas entrarão para a marginalidade”.
A superintendente do Trabalho, Dra Isa Simões, afirmou que o vídeo será distribuído para instituições que atuam pelo combate e erradicação do trabalho infantil, e que, futuramente, a ideia é disponibilizar o material para as escolas, para que os professores trabalhem a temática em sala de aula. A superintendente contou que a SRTE tem atuado em duas vertentes para combater o trabalho infantil no estado, como realizar fiscalizações e apurar denúncias recebidas de organizações da sociedade civil. Em sua fala na mesa de abertura do evento, Simões afirmou que, quando se combate o trabalho infantil “você não está defendendo a criança hoje e agora, mas está defendendo o país inteiro futuramente”, já que o trabalho infantil é um dos fatores que perpetuam a miséria no Brasil.
Trabalho infantil em números: Dados do Censo 2010 aponta que, no Brasil, existem mais de 3,4 milhões de crianças e adolescentes, entre 10 e 17 anos, em situação de trabalho. Já na Bahia, foram contabilizadas 290.636 crianças e adolescentes em atividade laboral.
O DVD foi criado a partir de uma palestra do auditor fiscal do trabalho e medico Dr. Gerson Estrela. O auditor fiscal afirma que vídeo didático é importante, porque muitas pessoas consideram que é preferível uma criança estar trabalhando, do que estar nas ruas, que em sua concepção quer “suprir a falta de uma escola com o trabalho” e que isso “não se justifica”. Ele destaca que, como as crianças não têm profissionalização, acaba se submetendo a qualquer tipo de trabalho que lhes acarretam graves lesões, como trabalho em olarias e em lavouras. Estrela ainda disse que as crianças são muito mais susceptíveis a desenvolver trabalhos ocupacionais do que um adulto. “A criança não tolera o que o adulto já suporta com certa dificuldade. Se um adulto adoece, imagina uma criança que ainda não tem as defesas de um adulto. O médico ainda explica que, para se ter uma ideia dos riscos que essas crianças correm ao trabalhar é o fato de não existir equipamentos de proteção individual infantil. “Nós precisamos sensibilizar aquelas pessoas que acham que estão fazendo bem para uma criança em empregá-las e dizer que, desta forma, só sobrarão as piores formas de trabalho ou que elas entrarão para a marginalidade”.
A superintendente do Trabalho, Dra Isa Simões, afirmou que o vídeo será distribuído para instituições que atuam pelo combate e erradicação do trabalho infantil, e que, futuramente, a ideia é disponibilizar o material para as escolas, para que os professores trabalhem a temática em sala de aula. A superintendente contou que a SRTE tem atuado em duas vertentes para combater o trabalho infantil no estado, como realizar fiscalizações e apurar denúncias recebidas de organizações da sociedade civil. Em sua fala na mesa de abertura do evento, Simões afirmou que, quando se combate o trabalho infantil “você não está defendendo a criança hoje e agora, mas está defendendo o país inteiro futuramente”, já que o trabalho infantil é um dos fatores que perpetuam a miséria no Brasil.
Trabalho infantil em números: Dados do Censo 2010 aponta que, no Brasil, existem mais de 3,4 milhões de crianças e adolescentes, entre 10 e 17 anos, em situação de trabalho. Já na Bahia, foram contabilizadas 290.636 crianças e adolescentes em atividade laboral.
