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Luiz Fux admite herdeiros de Monteiro Lobato como assistentes em ação que questiona conteúdo racista em livro infantil

Luiz Fux admite herdeiros de Monteiro Lobato como assistentes em ação que questiona conteúdo racista em livro infantil
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do mandado de segurança movido pelo Instituto de Advocacia Racial (Iara) e pelo professor Antônio Gomes da Costa Neto, que questiona suposto conteúdo de estereótipos racistas, na obra “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, admitiu o ingresso dos herdeiros do autor como assistentes no processo. Os autores do pedido justificaram o ingresso na assistência para proteger “um bem jurídico maior” – “a preservação da cultura e da história literária de nosso país”. Fux, ao deferir a solicitação, considerou a qualidade de herdeiro dos autores e por serem detentores dos direitos autorais da obra de Monteiro Lobato e porque a “circunstância poderá acarretar efeitos jurídicos e patrimoniais”. O ministro, no mesmo despacho, negou o ingresso como assistente na ação o Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior e de Francisco de Assis: Educação, Cidadania, Inclusão e Direitos Humanos (Faecidh), “tendo em vista que seus interesses estão no mesmo plano da sociedade brasileira e, portanto, desvinculados de caráter jurídico ou patrimonial”.