Advogado que chamou cliente de 'mequetrefe' diz que vai se aposentar
O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva que chamou sua cliente de “funcionária mequetrefe” no julgamento do mensalão vai encerrar a carreira de criminalista assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) concluir a análise dos 37 suspeitos de compra de votos parlamentares no governo Lula. Aos 71 anos, o defensor afirmou que “não aguenta mais advogar”. Em sua sustentação oral na tribuna do STF, em agosto, ele tentou minimizar a influência da ex-gerente financeira no esquema de pagamento de propina operado por Marcos Valério. Conforme o criminalista, Geiza só obedecia ordens de Valério. Diante dos ministros da mais alta corte do país, Abreu e Silva enfatizou que a cliente dele “era uma funcionária mequetrefe, uma batedeira de cheque”. A expressão inusitada gerou risos no plenário e ganhou as ruas. Atualmente, Geiza é citada como “funcionária mequetrefe”, inclusive, por ministros do Supremo. Em pelo menos duas ocasiões, o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, fez referência ao termo.
