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Audiência de conciliação no STF sobre obra de Lobato não chega a consenso

Audiência de conciliação no STF sobre obra de Lobato não chega a consenso
A polêmica sobre racismo em obra do autor Monteiro Lobato terminou sem consenso, nesta terça-feira (11), no Supremo Tribunal Federal (STF). Representantes do Ministério da Educação (MEC), da Advocacia-Geral da União e da  de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) discutiram com a mediação do ministro do STF, Luiz Fux, mandado de segurança do Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (Iara) e do pesquisador de gestão educacional Antônio Gomes da Costa Neto contra o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que liberou a adoção do livro Caçadas de Pedrinho, no Programa Nacional Biblioteca na Escola. Para resolver os pontos críticos do debate foi marcada outra reunião para o dia 25 de setembro, no Ministério da Educação. A discordância se deve a nulidade do parecer do CNE que determina que o livro seja distribuído às escolas acompanhado de nota técnica instruindo o professor a contextualizar a obra ao momento histórico em que ela foi escrita.  Segundo secretário de Educação Básica do MEC, Cesar Callegari, a medida não é censura, pois não permitirá que a obra de Lobato seja banida das escolas públicas e privadas do país “e sim de uma explicação clara do contexto em que foi produzida e a sua época”, argumentou. Luiz Fux, explicou que se o MEC e o instituto não entrarem em acordo, a questão será julgada pelo plenário da Corte. Informações Última Instância.