Ministro do STJ decide se aposentar antes do previsto e voltará para advocacia
O ministro Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), decidiu adiantar a sua aposentadoria e voltará a advogar. O ministro já não será mais membro do STJ a partir desta segunda-feira (3). Aos 64 anos, Asfor Rocha poderia ficar ainda por mais 6 anos na magistratura. O magistrado afirmou a amigos e pessoas próximas que, como juiz, cumpriu seu ciclo no Judiciário. Em maio de 2011, Asfor comemorou 20 anos de magistratura.
Ele ficou conhecido por ser um articulador hábil e por ter quebrado a resistência à informatização do Judiciário no Brasil. Tempo depois de sua posse no STJ, uma pilha de 400 mil processos haviam sido digitalizados. Apenas como relator no STJ, ele decidiu 140 mil processos. Deste montante, quatro mil foram no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e três mil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Neste último órgão, o ministro atuou como corregedor de Justiça. No STJ, ele julgou cerca de 700 mil processos. No TSE, Asfor foi o responsável por editar a Súmula 1, que tentoupor fim a chamada farra de candidatos a cargos eletivos que concorriam mesmo quando os candidatos tinham sua contas rejeitadas.
Ele começou a trabalhar com Direito já no primeiro ano de graduação, aos 18 anos. Por quase 20 anos ele deu aulas de Direito e foi procurador-geral do município de Fortaleza (CE). Asfor foi motivado por colegas a disputar a vaga destinada ao quinto constitucional, que foi aberta com a saída do ministro Washington Bolívar. Em uma entrevista ao Consultor Jurídico, ele declarou que, atualmente, juiz corajoso é aquele que tem "coragem é para absolver" e não condenar, diante do clima de justiçamento na opinião pública.
