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Mensalão: Marco Aurélio condena Cunha, Valério, Hollerbach, Paz e Pizzolato

Mensalão: Marco Aurélio condena Cunha, Valério, Hollerbach, Paz e Pizzolato
Após o discurso de despedida do ministro César Peluso, no Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello tomou a palavra para proferir o seu voto na sessão do mensalão desta quarta-feira (29). Ele condenou o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva e dois peculatos; os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz por corrupção passiva e peculato e o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Na avaliação de Marco Aurélio, não é válido o argumento da defesa de que os dois sócios de Valério só são réus pela condição de sócios. "Não tenho como deixar nesse contexto de acompanhar o ministro relator, aqui nós constatamos que não foram denunciados todos os diretores da agência, dois foram deixados de fora. O que demonstra que a denúncia não partiu da simples qualidade de sócios. E a DNA seria uma empresa controlada pelo grupo da agência principal, a SMP&B. Cristiano e Ramon tinham conhecimento das práticas", afirmou. Como os outros magistrados, Mello absolveu Luiz Gushiken – que foi chefe da Secretaria de Comunicação do governo Lula –, denunciado por peculato em razão de suposto envolvimento, mas com pedido de absolvição da Procuradoria-Geral da República por falta de provas.