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Cezar Peluso vota por condenar João Paulo por corrupção e peculato

Cezar Peluso vota por condenar João Paulo por corrupção e peculato
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cezar Peluso votou, nesta quarta-feira (29), pela condenação do deputado João Paulo Cunha (PT-SP) por corrupção passiva e peculato. Em relação à acusação de lavagem de dinheiro, Peluso absolveu o parlamentar por entender que não houve ocultação. Ele também entendeu que não houve um segundo crime de peculato atribuído a Cunha. Peluso rejeitou a tese de parte dos acusados do mensalão de que houve apenas caixa dois. Com o voto do ministro, Cunha está apenas um voto de sua condenação por corrupção. De acordo com o ministro, João Paulo mandou a mulher buscar o dinheiro na agência do Banco Rural "porque não queria que nenhum assessor soubesse do recebimento e queria mandar alguém que garantisse a entrega do dinheiro”. "Só por aqui eu entendo que houve um ato ilícito. Uma tentativa de ocultar algo", disse. Peluso ainda afirmou que ficou evidente a proximidade entre Cunha e Valério e a explicação de que se encontravam para discutir o cenário político do país não convence. "Que político experimentado teria que conversar com um publicitário sobre a situação política do país? A proximidade entre ambos ficou evidente", concluiu. O magistrado ambém condenou o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato e o grupo de Marcos Valério pelos crimes de corrupção ativa e peculato. Segundo o ministro, há provas da prática de crimes. Pizzolato foi acusado de receber R$ 326 mil de Valério para antecipar, de forma ilegal, recursos de cotas de um fundo financeiro sob controle do Banco do Brasil. Peluso seguiu os demais ministros e votou pela absolvição do ex-ministro Luiz Gushiken. Informações G1.