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Conselheiro do CNJ afirma que deficiência do Estado sobrecarrega Judiciário

Conselheiro do CNJ afirma que deficiência do Estado sobrecarrega Judiciário

O conselheiro José Lúcio Munhoz, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), declarou que a sobrecarga de processos no Poder Judiciário se deve, em grande parte, as deficiências do Estado na prestação dos serviços públicos. Munhoz afirma que a deficiência do Estado leva os magistrados a resolver questões que vão desde o acesso aos serviços de saúde até desrespeito aos direitos de torcedores em estádios de futebol. A declaração foi dada no encontro regional Centro-Oeste do Programa Valorização dos Magistrados: Juiz Valorizado Justiça Completa na última sexta-feira (24), em Goiânia (GO). O conselheiro ainda disse que existe “uma cobrança enorme sobre os magistrados”. “Nós temos 25 milhões de processos por ano para serem julgados pelos juízes; isso dá 1.700 processos para cada magistrado. Os juízes brasileiros fazem 22 milhões de sentenças por ano; eles estão sobrecarregados, mas, ainda assim, têm seu trabalho e sua importância desconhecidos pelo conjunto da sociedade”, destacou. Munhoz ainda afirma que a sociedade tem cobrado muito o Judiciário sem conhecer a realidade da magistratura brasileira. O secretário de Comunicação Social do CNJ, Marcone Gonçalves, no evento, abordou a necessidade de melhorar a comunicação entre o Judiciário e a sociedade. Gonçalves destacou que nos últimos 10 anos, com o crescimento da classe média, a Justiça ficou sobrecarregada com processos para solucionar pendências do dia a dia das pessoas que ascenderam de classe.